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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Auto-de-fé"


Amei de paixão os três livros autobiográficos de Elias Canetti, como postei aqui tempos atrás. Assim, foi com grande expectativa, talvez até certa reverência, que peguei para ler "Auto-de-fé" que Dorita me emprestou. Mas a leitura não rolou, desisti a meio. Claro, é muito bem escrito e a estória se desenvolve bem, contudo tem um toque kafkaniano (ao qual o autor admirava e este romance teve então um desenvolvimento literário bastante cabível em seu tempo-lugar) mas para o qual não estou no espírito, infelizmente; até porque não gosto de largar uma estória no meio.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

autobiografia: Elias Canetti



Terminei ontem a leitura da autobiografia de Elias Canetti. Ao fechar o primeiro livro, estive tentada a fazer logo algum comentário, mas maior foi a vontade de continuar lendo, pois estava maravilhada com seu jeito incrível de descrever as situações e as personagens, em geral artistas, intelectuais, mas também a gente comum - e umas bem loucas como a dona da pensão que lambia os retratos do falecido marido- assim como também a sinceridade ao relatar a simbiose entre ele e sua mãe. Não se detém nos grandes acontecimentos mundiais, como as duas Guerras, mas nos traz um relato da vivência pessoal pincelados por estes, objetivando as pessoas neste espaço-tempo com um olhar sagaz que nos aproxima tanto delas e nos deixa com um desejo de "quero mais" ao fim do terceiro e último livro.